Séries de Taylor e Maclaurin com Cotas de Erro

Published on 2026-11-04·v1.0

Objetivos de Aprendizagem

  • Construir o polinômio de Taylor TnT_n e a série de Taylor de uma função num ponto aa, e a série de Maclaurin quando a=0a = 0.
  • Enunciar o teorema de Taylor com resto de Lagrange, incluindo as hipóteses, e usar ∣Rn∣≤M∣x−a∣n+1/(n+1)!\lvert R_n\rvert \le M\lvert x-a\rvert^{n+1}/(n+1)! com MM tomado em todo o intervalo entre aa e xx.
  • Calcular quantos termos uma precisão-alvo exige e conferir que a cota vale contra o erro verdadeiro.
  • Explicar por que uma série de Taylor pode convergir sem convergir para a função, e por que pode não convergir onde a função está perfeitamente definida.
  • Escolher entre expansões (ou entre centros diferentes) para atingir uma precisão com bem menos termos.

Contexto e Motivação

Um computador sabe somar, subtrair, multiplicar e dividir. Todo o resto, como exe^x, sin⁡x\sin x ou ln⁡x\ln x, precisa ser reduzido a essas quatro operações, e o caminho natural é um polinômio. O polinômio de Taylor é o polinômio que coincide com a função e com suas nn primeiras derivadas num ponto. A versão de grau 1 é a reta tangente, a linearização por trás da otimização baseada em gradiente. A de grau 2 acrescenta curvatura, que é o modelo local por trás do método de Newton para minimização.

Aproximar sem conhecer o erro é chutar. O assunto real desta lição é o resto: uma cota para f(x)−Tn(x)f(x) - T_n(x) que depende só das derivadas de ff e que, portanto, pode ser calculado antes de a aproximação ser avaliada. A cota transforma "quantos termos eu preciso?" numa desigualdade que se resolve. A lição se apoia em power-series-and-the-radius-of-convergence: a série de Taylor de uma função é uma série de potências, então tem um raio, e seu comportamento nos extremos segue os testes de convergence-tests.

Teoria Central

Polinômios e séries de Taylor

Suponha que ff tem derivadas de todas as ordens em aa. O polinômio de Taylor de grau nn em aa é

Tn(x)=∑k=0nf(k)(a)k!(x−a)k,T_n(x) = \sum_{k=0}^{n} \frac{f^{(k)}(a)}{k!}(x-a)^k,

e a série de Taylor é a série ∑k=0∞f(k)(a)k!(x−a)k\sum_{k=0}^\infty \frac{f^{(k)}(a)}{k!}(x-a)^k cujas somas parciais são esses polinômios. Ela é definida só pelos coeficientes; se converge num dado xx é outra questão. Em a=0a=0 ela se chama série de Maclaurin. Os coeficientes são forçados pela exigência de que TnT_n coincida com ff e com suas nn primeiras derivadas em aa, que é a mesma fórmula ck=f(k)(a)/k!c_k = f^{(k)}(a)/k! que a derivação termo a termo deu na lição anterior. O erro é Rn(x)=f(x)−Tn(x)R_n(x) = f(x) - T_n(x).

O teorema de Taylor e o resto de Lagrange

Hipóteses. f(n)f^{(n)} é contínua no intervalo fechado II entre aa e xx, e f(n+1)f^{(n+1)} existe no intervalo aberto correspondente. Conclusão. Existe um número ξ\xi estritamente entre aa e xx tal que

Rn(x)=f(n+1)(ξ)(n+1)!(x−a)n+1.R_n(x) = \frac{f^{(n+1)}(\xi)}{(n+1)!}(x-a)^{n+1}.

O ponto ξ\xi não é conhecido, então o teorema é usado por meio de uma cota. Se ∣f(n+1)(t)∣≤M\lvert f^{(n+1)}(t)\rvert \le M para todo tt em II, então

∣Rn(x)∣≤M ∣x−a∣n+1(n+1)!.\lvert R_n(x)\rvert \le \frac{M\,\lvert x-a\rvert^{n+1}}{(n+1)!}.

O valor MM precisa limitar a derivada em todo o intervalo entre aa e xx, e não só em aa. O caso n=0n=0 é o Teorema do Valor Médio, f(x)−f(a)=f′(ξ)(x−a)f(x)-f(a) = f'(\xi)(x-a) (veja the-mean-value-theorem-and-monotonicity), então o teorema de Taylor é a generalização dele para ordens maiores.

Quando a série é igual à função

A série de Taylor converge para f(x)f(x) exatamente quando Rn(x)→0R_n(x) \to 0. As duas partes podem falhar separadamente.

Para exe^x toda derivada é exe^x, então M=e∣x∣M = e^{\lvert x\rvert} serve para qualquer xx e ∣Rn∣≤e∣x∣∣x∣n+1/(n+1)!→0\lvert R_n\rvert \le e^{\lvert x\rvert}\lvert x\rvert^{n+1}/(n+1)! \to 0, porque fatoriais crescem mais que exponenciais. O mesmo argumento com M=1M=1 funciona para sin⁡\sin e cos⁡\cos. Essas três séries são, portanto, iguais às suas funções em todo R\mathbb R.

A convergência da série, sozinha, não resolve a questão. A função f(x)=e−1/x2f(x) = e^{-1/x^2} para x≠0x\neq0, com f(0)=0f(0)=0, tem f(k)(0)=0f^{(k)}(0) = 0 para todo kk (Exemplo 4). Sua série de Maclaurin é identicamente 00, converge em toda parte e é igual a ff só em x=0x=0. A função é infinitamente derivável, mas não é igual à sua série de Taylor.

A série também pode parar antes do domínio da função. ln⁡(1+x)\ln(1+x) está definida para todo x>−1x>-1, mas sua série de Maclaurin tem raio 11 e diverge em x=2x = 2.

Séries de Maclaurin padrão

  • exe^x: ∑xn/n!\sum x^n/n!, convergindo para a função em todo xx real.
  • sin⁡x\sin x: ∑(−1)nx2n+1/(2n+1)!\sum (-1)^n x^{2n+1}/(2n+1)!, convergindo para a função em todo xx real.
  • cos⁡x\cos x: ∑(−1)nx2n/(2n)!\sum (-1)^n x^{2n}/(2n)!, convergindo para a função em todo xx real.
  • 11−x\frac{1}{1-x}: ∑xn\sum x^n, convergindo para a função quando −1<x<1-1 < x < 1.
  • ln⁡(1+x)\ln(1+x): ∑n≥1(−1)n+1xn/n\sum_{n\ge1} (-1)^{n+1} x^n/n, convergindo para a função quando −1<x≤1-1 < x \le 1.
  • arctan⁡x\arctan x: ∑(−1)nx2n+1/(2n+1)\sum (-1)^n x^{2n+1}/(2n+1), convergindo para a função quando −1≤x≤1-1 \le x \le 1.

As três últimas são aquelas em que os extremos importam. Para ln⁡(1+x)\ln(1+x) o extremo x=1x=1 entra e x=−1x=-1 fica de fora (dá −∑1/n-\sum 1/n).

Três formas de limitar um erro

  1. Cota de Lagrange, como acima, para qualquer função suave.
  2. Cota da série alternada, ∣RN∣≤bN+1\lvert R_N\rvert \le b_{N+1}, quando os termos alternam e decrescem a 00 (veja convergence-tests). Não precisa de derivadas.
  3. Cota da cauda geométrica, quando os termos são dominados por uma razão r<1r<1: a soma dos termos de tKt_K em diante é no máximo tK/(1−r)t_K/(1-r) se cada termo é no máximo rr vezes o anterior.

Quantos termos são necessários

Fixe a tolerância ε\varepsilon, o ponto xx e uma cota MM. O menor nn com M∣x−a∣n+1/(n+1)!≤εM\lvert x-a\rvert^{n+1}/(n+1)! \le \varepsilon garante a precisão. É uma garantia, não uma previsão: o erro verdadeiro costuma ser várias vezes menor.

Exemplos Resolvidos

Exemplo 1: ee com seis casas decimais, e um MM errado

Aproxime e=e1e = e^1 com o polinômio de Maclaurin em a=0a=0, x=1x=1, tolerância 10−610^{-6}. Em [0,1][0,1] toda derivada de exe^x é no máximo e<3e<3, então tome M=3M=3. Então ∣Rn∣≤3/(n+1)!\lvert R_n\rvert \le 3/(n+1)!. Como 3/9!=8,3×10−63/9! = 8{,}3\times10^{-6} e 3/10!=8,27×10−73/10! = 8{,}27\times10^{-7}, o primeiro nn que serve é n=9n=9, isto é, T9(1)=∑k=091/k!T_9(1) = \sum_{k=0}^9 1/k!. Um script compara a cota com o erro real e−Tn(1)e - T_n(1):

text
n cota 3/(n+1)! erro real 7 7.44e-05 2.79e-05 8 8.27e-06 3.06e-06 9 8.27e-07 3.03e-07 10 7.52e-08 2.73e-08

A cota vale para todo nn (um script confirma para n=0,…,30n=0,\ldots,30 com aritmética de 80 dígitos) e aqui é cerca de 2,72{,}7 vezes maior que o erro. O caso n=8n=8 de fato não atinge a meta: seu erro real é 3,06×10−63{,}06\times10^{-6}. Se tivesse sido usado M=1M=1, tomando f(10)(0)f^{(10)}(0) em vez do máximo em [0,1][0,1], a cota em n=9n=9 seria 1/10!=2,76×10−71/10! = 2{,}76\times10^{-7}, menor que o erro real 3,03×10−73{,}03\times10^{-7}. Um MM errado não é só folgado; é falso.

Exemplo 2: sin⁡1\sin 1 com dez casas decimais

Com M=1M=1 (qualquer derivada de sin⁡\sin é ±sin⁡\pm\sin ou ±cos⁡\pm\cos), ∣Rn(1)∣≤1/(n+1)!\lvert R_n(1)\rvert \le 1/(n+1)!. Precisamos de 1/(n+1)!<10−101/(n+1)! < 10^{-10}, o que acontece primeiro em n+1=14n+1 = 14 (13!=6,2×10913! = 6{,}2\times10^9 é pouco, 14!=8,7×101014! = 8{,}7\times10^{10} basta). Logo n=13n=13, e T13(1)=0,8414709848087…T_{13}(1) = 0{,}8414709848087\ldots contra sin⁡1=0,8414709848079…\sin 1 = 0{,}8414709848079\ldots, com erro real 7,6×10−137{,}6\times10^{-13} e cota 1,1×10−111{,}1\times10^{-11}. A cota é folgada por um fator 1515 porque o polinômio de Taylor de sin⁡\sin não tem termos pares, então T13=T14T_{13}=T_{14} e a cota com n=14n=14 dá 1/15!=7,6×10−131/15! = 7{,}6\times10^{-13}, o erro real com dois dígitos. A cota só é tão justa quanto o nn com que é aplicado.

Exemplo 3: o mesmo número com muito menos termos (ln⁡2\ln 2 e sin⁡3\sin 3)

A série ln⁡(1+x)=∑(−1)n+1xn/n\ln(1+x) = \sum (-1)^{n+1}x^n/n em x=1x=1 dá ln⁡2\ln 2, e a cota alternada é ∣RN∣≤1/(N+1)\lvert R_N\rvert \le 1/(N+1). Chegar a 10−1010^{-10} levaria cerca de 101010^{10} termos. (A cota de Lagrange concorda: em [0,1][0,1] o máximo de ∣f(N+1)∣\lvert f^{(N+1)}\rvert é N!N!, dando 1/(N+1)1/(N+1).) Um caminho mais esperto subtrai a série de ln⁡(1−x)\ln(1-x) e obtém

ln⁡1+y1−y=2∑k≥0y2k+12k+1,∣y∣<1.\ln\frac{1+y}{1-y} = 2\sum_{k\ge0}\frac{y^{2k+1}}{2k+1}, \qquad \lvert y\rvert<1.

Com y=13y=\tfrac13 sai ln⁡2\ln 2. Cada termo é menor que o anterior por um fator de pelo menos y2=19y^2 = \tfrac19, então a cauda depois de KK termos é no máximo 2y2K+1/((2K+1)(1−y2))2y^{2K+1}/\big((2K+1)(1-y^2)\big). Isso fica abaixo de 10−1010^{-10} em K=10K=10 (cota 1,0×10−111{,}0\times10^{-11}, erro real 1,0×10−111{,}0\times10^{-11}), contra 101010^{10} termos antes. Dez termos em vez de dez bilhões: a forma da expansão importa mais que o número de termos.

Mudar o centro ajuda do mesmo jeito. Para obter sin⁡3\sin 3 com erro abaixo de 10−1010^{-10} a partir da série de Maclaurin, a cota 3n+1/(n+1)!3^{n+1}/(n+1)! só cai abaixo de 10−1010^{-10} em n=21n=21 (cota 2,8×10−112{,}8\times10^{-11}, erro real 3,6×10−123{,}6\times10^{-12}). Expandindo em a=πa=\pi, onde x−a=3−π=−0,1416x-a = 3-\pi = -0{,}1416 é pequeno, a cota ∣x−a∣n+1/(n+1)!\lvert x-a\rvert^{n+1}/(n+1)! já fica abaixo de 10−1010^{-10} em n=7n=7 (cota 4,0×10−124{,}0\times10^{-12}, erro real 6,3×10−146{,}3\times10^{-14}). O polinômio é T7(3)=−[h−h3/3!+h5/5!−h7/7!]T_7(3) = -\big[h - h^3/3! + h^5/5! - h^7/7!\big] com h=3−πh = 3-\pi, porque sin⁡x=−sin⁡(x−π)\sin x = -\sin(x-\pi). Quatro termos não nulos no lugar de onze.

Exemplo 4: uma função diferente da sua série de Taylor

Seja f(x)=e−1/x2f(x) = e^{-1/x^2} para x≠0x\ne0 e f(0)=0f(0)=0. Para cada kk, f(k)(x)f^{(k)}(x) é uma soma de termos da forma p(1/x) e−1/x2p(1/x)\,e^{-1/x^2} com pp polinômio, e e−1/x2e^{-1/x^2} vai a 00 mais rápido que qualquer potência de xx, então f(k)(0)=0f^{(k)}(0)=0 (um script verifica isso por limites para k=1,…,5k=1,\ldots,5). A série de Maclaurin é 0+0x+0x2+⋯0+0x+0x^2+\cdots. Mas f(0,5)=e−4=0,0183f(0{,}5) = e^{-4} = 0{,}0183 e f(1)=0,3679f(1) = 0{,}3679. A série converge em todo xx, para o valor errado. Nos termos do teorema de Taylor: Rn(x)=f(x)R_n(x) = f(x) para todo nn, e nunca tende a 00.

Exemplo 5: onde a cota é inútil

Para ln⁡(1+x)\ln(1+x) em x=2x=2 (fora do raio), ∣f(n+1)∣=n!/(1+t)n+1≤n!\lvert f^{(n+1)}\rvert = n!/(1+t)^{n+1} \le n! em [0,2][0,2], o que dá ∣Rn(2)∣≤2n+1/(n+1)\lvert R_n(2)\rvert \le 2^{n+1}/(n+1), que cresce sem limite, e as somas parciais confirmam: T3(2)=2,67T_3(2) = 2{,}67, T5(2)=5,07T_5(2) = 5{,}07, T10(2)=−64,8T_{10}(2) = -64{,}8, T20(2)=−34 360T_{20}(2) = -34\,360, enquanto ln⁡3=1,0986\ln 3 = 1{,}0986. A cota não é apenas fraca; a série realmente diverge, porque os termos 2n/n2^n/n não tendem a 00. Em x=12x=\tfrac12, por contraste, a mesma cota 0,5n+1/(n+1)0{,}5^{n+1}/(n+1) vale 9,5×10−79{,}5\times10^{-7} em n=15n=15, com erro real 6,5×10−76{,}5\times10^{-7}.

Exemplo 6: Taylor não é o que as bibliotecas usam ("livro vs hoje")

Um polinômio de Taylor de grau 7 para sin⁡\sin em [−π/2,π/2][-\pi/2,\pi/2] tem erro máximo 1,57×10−41{,}57\times10^{-4}, nas pontas, coerente com a cota de Lagrange (π/2)9/9!=1,60×10−4(\pi/2)^9/9! = 1{,}60\times10^{-4} (usando n=8n=8, já que T7=T8T_7=T_8). Um polinômio que interpola sin⁡\sin em 9 nós de Chebyshev (grau 8, que se reduz a grau 7 para uma função ímpar) tem erro máximo 5,95×10−75{,}95\times10^{-7} no mesmo intervalo. O melhor polinômio de grau 7 possível (minimax) tem erro máximo em torno de 5,9×10−75{,}9\times10^{-7}, obtido por programação linear numa grade fina, com uma curva de erro que equioscila em cinco pontos, como a teoria exige. O polinômio de Taylor é, portanto, cerca de 270 vezes pior que o melhor polinômio do mesmo grau. Polinômios de Taylor são exatos num único ponto e pioram ao se afastar dele. Bibliotecas matemáticas de produção costumam combinar redução de argumento com polinômios ajustados para minimizar o pior erro em todo o intervalo, o que refina a ideia desta lição sem revogá-la.

Equívocos Comuns e Armadilhas

  • "A série de Taylor de ff sempre é igual a ff." O Exemplo 4 é infinitamente derivável e tem série de Taylor igual a ele só num ponto. A igualdade exige Rn→0R_n \to 0.
  • "Se a função está definida em xx, a série de Taylor converge ali." ln⁡(1+x)\ln(1+x) em x=2x=2 é o contraexemplo (Exemplo 5); o raio da série é o limite.
  • "Tome MM da derivada no centro." MM precisa limitar a derivada em todo o intervalo entre aa e xx. O Exemplo 1 mostra uma cota menor que o erro verdadeiro.
  • "A cota é o erro." É uma cota superior; o erro verdadeiro costuma ser várias vezes menor. Não o apresente como estimativa.
  • "Mais termos sempre ajudam." Fora do intervalo de convergência pioram (Exemplo 5), e dentro dele a precisão da máquina e o arredondamento limitam o ganho.
  • "A cota cobre todo o erro." A cota de Lagrange cobre só o truncamento. Uma avaliação em ponto flutuante tem o próprio erro de arredondamento, que esta lição não limita.

Resumo

O polinômio de Taylor Tn(x)=∑k≤nf(k)(a)(x−a)k/k!T_n(x)=\sum_{k\le n} f^{(k)}(a)(x-a)^k/k! coincide com ff e com suas nn primeiras derivadas em aa, e a série de Taylor é a série cujas somas parciais são eles. O teorema de Taylor, válido quando f(n)f^{(n)} é contínua no intervalo e f(n+1)f^{(n+1)} existe no interior, dá o resto f(n+1)(ξ)(x−a)n+1/(n+1)!f^{(n+1)}(\xi)(x-a)^{n+1}/(n+1)! e a cota M∣x−a∣n+1/(n+1)!M\lvert x-a\rvert^{n+1}/(n+1)!, com MM em todo o intervalo. Resolver essa cota para nn responde "quantos termos", e um script pode conferir a cota contra o erro verdadeiro. A série é igual à função só onde Rn→0R_n\to0: isso vale para exe^x, sin⁡x\sin x e cos⁡x\cos x em toda parte, para ln⁡(1+x)\ln(1+x) em (−1,1](-1,1], e falha para a função plana e−1/x2e^{-1/x^2} em todo x≠0x \ne 0. Escolher bem a expansão ou o centro, como em ln⁡2\ln 2 com y=13y=\tfrac13 e sin⁡3\sin 3 em a=πa=\pi, pode importar muito mais que somar termos.

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